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Desde
1995 e muito antes (penso que desde meu nascimento) por um misto de curiosidade,
criatividade e fuga do mundo, eu me refugiei no universo das Artes. Duas
graduações em artes Plásticas e Artes Visuais e um
mergulho em todas as áreas que minha curiosidade e motivação
me levaram a estudar, obsessiva e compulsivamente: pelo desenho, tecelagem,
papel, pintura, escultura, mosaico e cerâmica – e nada realmente
conseguiu me dar as respostas ou preencher, sequer dar um sentido a tudo
isso.
Somente após estudar e praticar Yoga e depois de muito meditar,
meu trabalho toma um novo sentido. Arte para que? Para que serve a arte?
Pensando nos argumentos e conhecimentos intelectuais nunca realmente conseguiremos
uma resposta sensata. Paro, penso, respiro e percebo, sinto que o Universo
pulsa, que o Universo é criativo, cria, destrói e recria
constantemente, que somos seres únicos, que as folhas das arvores
são únicas em sua beleza, que a gota de orvalho é
única em sua beleza ao refletir um raio de sol e que este momento
é único, que jamais se repetirá.
Mesmo
destruindo a natureza ela nunca para de criar, crescer, reinventar. A natureza
é criativa.
Somos
seres em crescimento, em expansão e somos parte da natureza, somos
parte da Terra, somo parte do Universo, somos um só. Fazemos todo
o percurso para fora e num dado momento, quando sequer nos damos conta
ou temos consciência, movidos pelo próprio ritmo da natureza
da qual nos esquecemos e distanciamos, somos puxados novamente para dentro,
para nossa semente, para nossa Alma.
É disso que falam as Mandalas, elas falavam da expansão e
da retração, da subida e descida, do Pravritti Marga
(o caminho da atividade, o arco para fora) do Nivritti Marga (o
caminho da inação, o arco para dentro). Da cristalização
do ego e do retorno para a consciência.
Falam
da totalidade, da unidade, do movimento esférico do universo...
Elas falam muito, cada átomo do nosso corpo é uma Mandala
em si mesmo, divino e perfeito, uma porta para o Infinito. Para o Universo.
(Satiananda Svarupini)
O site abaixo apresenta o antigo trabalho artístico de Flávia
Bianchini:
http://www.yogadevi.org/Manuffatura-Bianchini/
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