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Kali: a mulher mais poderosa do
universo
parte 1 / parte
2 / parte 3 / parte 4
/ parte 5
| KALI NO YOGA E NO TANTRA
Kali tem um lugar muito significativo no Yoga
e no Tantra, embora no Yoga seu status não seja tão elevado
quanto no Tantra. O despertar da Kundalini (Kundalini sadhana),
da energia adormecida que é vista como uma serpente negra que faz
enrolada e adormecida no corpo interno, é uma prática principal
em ambos, mas é a verdadeira base do Yoga. O Yoga percebe Kali como
o poder enrolado, Kundalini Shakti. Kali é assim a base do Yoga,
embora além dessa equivalência ele não invoque mais
Kali.
O Tantra procura sua realização
nas dez Grandes Sabedorias (Mahavidyas). Kali, sendo a principal
delas, é a divindade mais significativa do Tantra. O comportamento
disruptivo de Kali, sua aparência descuidada, atividades de confronto
e envolvimento com morte e impureza, são o que convém mais
ao Tantra, especialmente o da mão esquerda (vamachara). A
forma de Kali que contém em uma estrutura corporal impura e mesmo
pecaminosa a maior santidade espiritual ajuda o seguidor do Tantra a superar
a noção convencional de puro e impuro, sagrado e profano,
e outros conceitos dualísticos que levam a uma natureza incorreta
da realidade. Os textos Yogini Tantra, Kamakhya Tantra e Nirvana Tantra
veneram Kali como a divindade suprema, e o Nirvana Tantra percebe Brahma,
Vishnu e Shiva como provenientes de Kali, como bolhas brotam do mar. |
As dez Mahavidyas e o Shri Yantra
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| Para o seguidor do Tantra, a cor negra
de Kali é um símbolo de desintegração: como
todas as cores desaparecem no preto, assim todos os nomes e formas se misturam
nela. A densidade do negro – massivo, compacto e sem mistura – representa
a consciência pura. Kali, vestida de espaço (digambari),
em sua nudez, livre de toda cobertura ilusória, define para o seguidor
do Tantra a caminhada do irreal para o real. Em Kali com seios repletos,
que simbolizam sua maternidade incessante, o seguidor do Tantra descobre
seu poder de preservar. Seu cabelo desgrenhado (elokeshi) representa
a cortina da morte que cerca a vida com mistério. Em sua guirlanda
de cinqüenta e duas cabeças humanas, cada uma representando
uma das cinqüenta e duas letras do alfabeto sânscrito, o seguidor
do Tantra percebe um tesouro de poder e conhecimento. O cinto de mãos,
o principal instrumento de trabalho, revela seu poder com o qual o cosmos
atua, e em seus três olhos, sua atividade tríplice – criação,
preservação e destruição. Tanto Kali quanto
Tantra são uma síntese da unidade do dualismo aparente. Assim
como na sua imagem aterrorizante, o aspecto negativo de seu ser (e, portanto,
do cosmos), é a força vital criadora, a fonte da criação,
da mesma forma no caminho do Tantra a viagem começa a partir daquilo
que é material, até o ápice – o supremo. |
Kali |
| PARA APROFUNDAMENTO:
1. Mahabharata, Gita Press Gorakhpur
2. Shrimad Devi Bhagavata, Chaukhambha Sanskrit Pratishthan, Delhi
3. Devimahatmyam, tr. By Devadatta Kali, Delhi
4. Dahejia, Vidya : Devi, The Great Goddess, Washington D.C.
5. Menzies, Jackie : Goddess, Divine Energy, Art Gallery, NSW
6. Kinsley, David : Hindu Goddesses, Delhi
7. Kinsley, David : The Ten Mahavidyas : Tantric Vision of Divine Feminine,
Delhi
8. Hawley, J. S. & Wulff, Monna Marie (ed) : Devi, Goddesses of
India, Delhi
9. Hawley, John S. & Donna M. Wolfe (ed) : Devi : Goddesses of
India, Delhi
10. Rosen, Steven J. (ed) : Vaishnavi, Delhi
11. Mitchell, A. G.: Hindu Gods and Goddesses, London
12. Mookarjee, Ajit & Khanna, Madhu: The Tantrika Way, Boston
13. Kanwar Lal : Kanya and the Yogi, Delhi
14. Upadhyaya, Padma : Female Images in Museums of Uttar Pradesh and
Their Social Background, Delhi
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Mahanirvana Tantra
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| FONTE:
O original deste artigo, em inglês (Kali:
The Most Powerful Cosmic Female. Article of the Month – February 2009),
foi escrito pelo Prof. P. C. Jain e pelo Dr. Daljeet e está disponível
no site Exotic India, que gentilmente nos autorizou a traduzir e
publicar na Internet esta tradução para o português.
http://www.exoticindia.com/article/goddess_kali
O texto completo em português deste artigo,
em formato PDF, com as imagens, pode ser obtido neste link: Kali.pdf |
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